sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Hoje é dia do TELETON!


Resolvi editar essa matéria porque hoje da inicio ao TELETON dia de ficar na telinha assistindo muitas lições de vida na igualdade da tão sonhada acessibilidade o direito de ir e vim. É muito importante que façamos nossa parte eu já fiz a minha e você? Faça sua parte ligue e ajude a milhões de pessoas de necessidades especiais. Ser deficiente é ser eficiente!

Neste dia, a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) alerta sobre a necessidade de prevenir doenças e acidentes causadores de paraplegia e tetraplegia e ressalta a importância da inclusão social.
A 17ª edição do Teleton será realizada nos dias 23 e 24 de outubro de 2015. Mais uma vez a AACD contará com a parceria do SBT, responsável pela geração e transmissão do evento para todo o país, durante mais de 24 horas, ao vivo.
Você pode doar para o Teleton a qualquer momento. Com a sua contribuição, a instituição poderá manter os atendimentos que já realiza e atender mais de 32 mil pacientes que estão na fila de espera
AACD Nova Iguaçu- RJ.

A sétima unidade da AACD chegou ao estado do Rio de Janeiro em 28 de setembro de 2004. Instalada em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, conta com médicos, terapeutas e fisioterapeutas aptos a tratar e promover a reabilitação e inclusão social de crianças, adolescentes e adultos deficientes físicos da região. A construção desta unidade foi possível graças aos recursos arrecadados no Teleton 2003. Atualmente realiza 198 atendimentos por dia e conta com um quadro de 67 funcionários. Quando atingir sua capacidade plena, a unidade estará apta a executar 650 atendimentos por dia.

Curiosidade:

Criado em 1966 nos Estados Unidos pelo ator Jerry Lewis, que teve um filho deficiente físico, o Teleton é realizado em mais de 20 países da Europa, América do Norte e América do Sul, anualmente. A América Latina possui uma organização dos países que realizam o Teleton, a Organização Internacional dos Teletons (Oritel). O objetivo da Oritel é favorecer a troca de conhecimento entre os países e instituições, além de possibilitar uma melhor integração entre aqueles que visam uma sociedade mais justa e produtiva para os deficientes físicos de todo o mundo.


O acesso dos deficientes à cidadania, à educação e ao mercado de trabalho, de forma a impedir que suas incapacidades encubram suas habilidades, é também uma questão de respeito ao ser humano. Afinal, somos todos diferentes, mas temos igual direito à dignidade.








quinta-feira, 7 de maio de 2015

"Em matéria de calçadas, Brasil engatinha", diz Mara Gabrilli sobre acessibilidade

Sair de casa para ir à padaria, comprar o jornal, ir ao cinema, jantar com os amigos, ver o show do cantor favorito ou curtir uma exposição, tudo isso parece fácil, simples, mas não pra todo mundo. De cadeira de rodas, por exemplo, dependendo da cidade em que vivemos, sair é um verdadeiro combate. 

Na Europa, as principais capitais são bem estruturadas para receber pessoas com necessidades especiais, mas também têm limites graves como, por exemplo, os metrôs de Paris, que são inviáveis para os cadeirantes.


Acessibilidade no Brasil 

A deputada Mara Gabrilli, primeira tetraplégica a ocupar um cargo federal, é uma militante incansável, responsável pela Lei de Acessibilidade em São Paulo, que obriga os comerciantes a regularizar os estabelecimentos, permitindo o acesso e proteção de crianças, adolescentes, idosos e pessoas com necessidades especiais. 

Ela acha que nos últimos dez anos, quando foi criada a primeira secretaria da pessoa com deficiência no Brasil, o país avançou em políticas públicas para inclusão e para as pessoas com deficiência. "O Brasil tem um dos ordenamentos jurídicos mais ricos do mundo no que diz respeito às pessoas com deficiência, mas ainda há muitos caminhos a percorrer e preconceitos a derrubar, preconceitos da iniciativa privada, do terceiro setor, das iniciativas individuais da sociedade e do setor público", diz Mara. 

O Brasil não tem nenhuma cidade modelo em termos de acessibilidade, mas vale destacar alguns locais que investiram na iniciativa. 

"Existe uma cidade bem interessante, a cidade de Socorro, no interior de São Paulo, que tem uma vocação para o esporte radical das pessoas com deficiência", diz Mara, explicando que por este motivo as pousadas  os hotéis, os restaurantes, acabaram se adequando. "Também não dá para dizer que a cidade é 100% acessível, mas tem características bem bacanas que vale a pena conhecer. Além de Socorro, temos pequenas cidades e outras maiores como, por exemplo, Uberlândia, no Triângulo Mineiro, que foi a primeira a ter uma frota completa de ônibus para atender passageiros com necessidades especiais. Mas também não dá pra dizer que é uma cidade modelo", observa. 

As calçadas são fundamentais para as pessoas que precisam de acessibilidade especial. Mara Gabrilli sorri ao falar do estado das calçadas brasileiras. "Em matéria de calçada, o Brasil ainda engatinha e engatinha caindo. Não tem nenhuma cidade que a gente possa dizer que é modelo. São Paulo tem alguns pontos onde quem vem do interior ou de outros estados, usando uma cadeira de rodas, um cego, ou alguém que usa maletas, fica maravilhado. Mas São Paulo é muito grande, e do mesmo jeito que a gente tem pontos extremamente acessíveis, você vai na periferia e não tem nada...", conclui Mara Gabrilli. 

A arte de vivenciar as necessidades especiais 

O acesso inserido na vida cotidiana é um tema que vem despertando interesse em outros campos. Um exemplo é o escritório de cenografia e conteúdo Folguedo, sediado no Rio de Janeiro, que apresentou recentemente na Casa da Ciência a exposição "Cidade Acessível" em que os visitantes se colocaram na situação vivida por cadeirantes, cegos, idosos, surdos ou velhos. 

Leonardo Bumgarten de Freitas, um dos sócios do escritório, fala sobre a mostra. " A ideia é criar essa sensibilização nas pessoas, essa consciência. A gente entende que se você vive uma situação, tem muito mais possibilidade de incorporar isso de uma forma verdadeira, então, se você passar pela dificuldade, óbvio que uma dificuldade controlada num ambiente seguro,você vai entender quem tem uma dificuldade grande;  e quando vai para o espaço real da cidade consegue imaginar o cotidiano dessas pessoas. E não é só na questão do cadeirante, na questão da deficiência, mas acho que numa questão mais ampla da sensibilidade para todos, de fato; entender que todos têm uma necessidade - temporária, de maior ou menor grau -, na coisa de enxergar, de conseguir apertar um botão, ouvir informação, se localizar...Há uma série de questões envolvidas além do circular, além do andar", reflete Leonardo.

Na mostra Cidade Acessível os visitantes foram convidados a experimentar, vivenciar, se colocar no lugar do outro, escolhendo restrições e barreiras como, por exemplo, cobrir os olhos com uma faixa, andar de cadeira de rodas e outras opções. 

Blogs 

A solidariedade entre os próprios necessitados de acesso especial também contribui para facilitar o cotidiano. Em diversos blogs, cadeirantes contam suas experiências de viagens, dão dicas de locais de lazer equipados para recebê-los, informam leis e direitos e as última novidades em acessórios como capas para cadeiras de rodas ou bengalas eletrônicas.


Fonte: EBC

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Falta acessibilidade nas lojas

Pessoas com deficiência encontram dificuldade para entrar e sair dos estabelecimentos comerciais e são prejudicadas na hora do atendimento. De acordo com a prefeitura, lojistas têm até agosto de 2014 para readequar os imóveis.
A temporada das compras está aberta e a cena mais comum nos dias que antecedem as festas é o 'entra e sai' de pessoas nas lojas. Entretanto, a tarefa não é tão simples para pessoas com deficiência. A acessibilidade em diferentes sentidos dificulta a locomoção e até o processo de compras de quem utiliza a cadeira de rodas ou indivíduos com deficiência visual ou auditiva.
Fiscalização De acordo com o gerente de Fiscalização Geral do Município, Rubens Marin Neto, quando uma empresa solicita um alvará de funcionamento, o setor de fiscalização é responsável por verificar se o imóvel cumpre as regras exigidas por lei. "Se o imóvel ainda não está adequado, liberamos um alvará provisório para que o proprietário providencie as mudanças", explica o gerente.
Para os estabelecimentos antigos que não estão adequados, o município deu um prazo até 31 de agosto de 2014 para que eles façam as devidas reformas. "Temos alguns edifícios muito antigos que não oferecem condições de mudanças por questões estruturais e nesses casos não há o que fazer. Atuamos também quando há denúncias no setor de ouvidoria da prefeitura", ressalta Marin Neto.
Nos imóveis novos que não obedecem as determinações da legislação, os fiscais notificam o proprietário, que tem 30 dias para a fazer a readequação. O não cumprimento da mudança, transforma a notificação em autuação no valor de R$ 650. "Temos fiscais em toda a região central de Maringá que fiscalizam vários assuntos, entre eles a acessibilidade. Quando identificam o problema já notificam os proprietários", explica o gerente.
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA)Site externo. também atua na fiscalização, nos casos de denúncias realizadas pelo Ministério Público. O coordenador de fiscalização do órgão em
Maringá, Rubens Galera Gonzales Junior, diz que não há justificativa para não adequar o imóvel, já que a ANBR 9050 está em pleno vigor. " Somos responsáveis pela inspeção que é feita por iniciativa do próprio órgão ou solicitação do MP.
Calçadas Promover a acessibilidade nas calçadas também é responsabilidade dos proprietários de estabelecimentos comerciais e a prefeitura está elaborando um projeto específico para fiscalizar o passeio público.
LEGISLAÇÃO
De acordo com o decreto 5296, de dezembro de 2004, a construção, reforma ou ampliação de edificações de uso público ou coletivo, ou a mudança de destinação para estes tipos de edificação, deverão ser executadas de modo que sejam ou se tornem acessíveis à pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.
Em Nilópolis as lojas estão se adequando as normas da nova lei.

O Acesso-Deficiente foi visitar algumas lojas e encontrou apenas uma acessível em Nilópolis de acordo com a nova lei, a Lojas Cem na entrada tem uma rampa de acesso em frente a calçada bem acessível, no segundo andar onde se faz os pagamentos e crediários,tem um funcionário bastante treinado em conduzir a pessoa com deficiência no elevador adaptado, lugares amplo onde o cadeirante pode se locomover-se com muita facilidade. Lojas CEM APROVADO!
As demais lojas ainda estão com problemas de acessibilidade, ficaremos atento e quando estiver nas normas da lei será mencionada nesse blog e falaremos dela dando os créditos merecidos.

sábado, 21 de setembro de 2013

21 de Setembro – Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Deficiência

Instituído pelo movimento social em Encontro Nacional, em 1982, com todas as entidades nacionais. Foi escolhido pela proximidade com a primavera e o dia da árvore numa representação do nascimento de nossas reivindicações de cidadania e participação plena em igualdade de condições, foi promulgado por Lei em 2005.


Nesta data, todo país está centrado nas iniciativas de provocar reflexões, fazer avaliações sobre os avanços em políticas públicas, conquistas e novas ações para a promoção e a autonomia destas pessoas, que diferem nas instâncias políticas, sociais e econômico, num desafio ininterrupto para trabalhar pela equiparação de oportunidades, onde fator preponderante destes cidadãos é sair da invisibilidade da sociedade brasileira.
Lançado em 2011, o filme “A história política do movimento de pessoas com deficiência” hoje é uma referência importante para que gestores, legisladores enfim toda sociedade entenda que os anseios destas pessoas não é tão diferente de qualquer cidadão, entretanto sua construção foi feita pelo trabalho árduo de colaboradores lúcidos, que provocaram a construção de políticas públicas que defendem a promoção da dignidade e respeito às pessoas com deficiência.
Assista o documentário e faça uma viagem histórica sobre a construção do ideal de inclusão e cidadania das pessoas com deficiência. Veja também o Livro “História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência”.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Projeto PRAIA PARA TODOS facilita acesso e lazer a cadeirantes na praia: eu apoio!


O projeto tem o nobre o objetivo de tornar as praias do Rio de Janeiro acessíveis para pessoas cadeirantes e com mobilidade reduzida.
O projeto vai estar em dois pontos: Barra da Tijuca, de 9h às 14h, aos sábados e, Copacabana, no mesmo horário, aos domingos. Na Barra a iniciativa estará no Posto 3, como acontece desde 2010 e, em Copacabana, em frente à Rua Francisco Sá, entre o Posto 5 e 6. O período de realização vai de 16 de fevereiro a 9 de junho.
O projeto tem feito várias experiências com medidas de acessibilidade à areia da praia,  como a construção de rampas, o rebaixamento de calçadas e alinhamento do entorno para circulação de cadeirantes e deficientes visuais, além de sinalização sonora e piso tátil.
A iniciativa também tem como objetivo aumentar a integração da pessoa com deficiência com a natureza e o esporte, promover mais sociabilidade e, despertar a atenção da opinião pública para a falta de estrutura adequada em uma cidade que sediará os próximos Jogos Paralímpicos.

Para se ter uma ideia, o Posto 3 é o único Posto da Orla com banheiro modificado para uso adequado por pessoas com deficiência.
A intenção do Instituto Novo Ser (INS), organizador do projeto, é consolidar e expandir a ação para que se torne uma realidade em todas as praias cariocas.

Todas as atividades oferecidas gratuitamente são ministradas por profissionais capacitados das áreas de educação física e fisioterapia, além de estagiários e voluntários do Instituto Novo Ser.

Acho importante procurar saber as dificuldades que um cadeirante enfrenta em seu dia a dia. Da mesma forma que o esporte me ajudou, acredito que pode ajudá-los também.
Quando fomos convidados, me prontifiquei a dar aulas, pois acho que é uma maneira de minimizar algumas dificuldades que eles possam enfrentar. Convido a todos para ajudarem o projeto e as pessoas com deficiência, uma boa oportunidade de atuação.

Acho muito bacana que o PRAIA PARA TODOS possa atender às necessidades de cerca de 50 pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida por dia, em cada praia.

Desde o início do projeto foram beneficiadas em torno de 5.000 pessoas que antes não tinham a possibilidade de se divertirem na praia de forma adequada.


Esses são os serviços oferecidos pelo PRAIA PARA TODOS:

·    Stand Up Paddle e Handbike (somente em Copacabana),
·    Esteira para passagem de cadeiras de rodas,
·    Cadeiras anfíbias – de fácil deslocamento pela areia e que ainda flutuam na água,
·    Atividades esportivas adaptadas como vôlei sentado de praia, frescobol, peteca, surf adaptado, stand up paddle,
·    Jogos recreativos e piscininha infantil,
·    Vagas de estacionamento reservadas, rampas de acesso à areia e sinalização sonora.
Como sempre as coisas só funcionam com boa intenção e humanidade o Acesso-deficiente parabeniza os voluntariados.

sábado, 3 de agosto de 2013

Cadeira de transbordo em ônibus rodoviário: uma solução adequada de acessibilidade?

Pedimos ajuda a todos na votação e divulgação da do seguinte tema:
A acessibilidade no transporte rodoviário  é uma das questões importantes em nosso país. Muitos ônibus rodoviários circulam com selo de acessibilidade sem estarem adequados. A cadeira de transbordo atualmente é considerada acessibilidade. Estas e outras questões estão sendo discutidas pela Comissão de Acessibilidade em Transportes da ABNT, da qual faço parte. Ali participam pessoas e organizações voltadas à Pessoa com Deficiência, e também empresas de transporte. As empresas defendem o uso da cadeira de transbordo, e as pessoas com deficiência não concordam. Como nem todos podem participar das reuniões, venho através de uma pesquisa, colher opiniões do maior número de pessoas possível para dar embasamento à uma decisão.
pesquisa está localizada no final da matéria “ANTT garante condições de acessibilidade no transporte rodoviário de passageiros”, que pode ser acessada no link a seguir:http://turismoadaptado.wordpress.com/2013/07/16/antt-garante-condicoes-de-acessibilidade-no-transporte-rodoviario-de-passageiros/
Obrigado!
RICARDO SHIMOSAKAI – TURISMO ADAPTADO
Diretor Comercial e Consultor em Acessibilidade e Turismo
facebook, twitter e YouTube – procure turismoadaptado
Tel: 55(11) 3846-6333 – Cel: 55(11) 99854-1478
ricardo@turismoadaptado.com.br
fonte: www.turismoadaptado.wordpress.com

terça-feira, 9 de julho de 2013

Quase metade dos municípios não tem acessibilidade na sede da prefeitura

Rio de Janeiro – As pessoas com deficiência física vão encontrar dificuldades de acessibilidade em quase a metade das prefeituras do país. Pesquisa de Informações Básicas Municipais – Perfil dos Municípios (Munic), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou que 42,6% dos prédios onde funcionam a administração municipal não oferecem acessibilidade.
Eles não têm rampas de acesso; equipamentos para deslocamento vertical; sanitário acessível; piso tátil; elevadores com braile e sonorização; telefone público e mobiliário adaptado; pessoal capacitado para atendimento aos deficientes; área especial para embarque e desembarque; sinalização de atendimento prioritário; admissão de cão guia e rampa externa. Apenas uma pequena parcela (3,8% do total) apresentava seis ou mais dos 13 itens citados nos questionários da pesquisa.
O arquiteto do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam), Ricardo Moraes, disse que a Constituição Federal de 1988 determina a garantia do direito de ir e vir do cidadão brasileiro, o que “tem a ver com a política urbana e os direitos humanos”. Segundo o arquiteto, não existe um órgão especifico de controle e fiscalização da acessibilidade, e a sua implantação é um dever do Estado, em todos os níveis de poder. Ele declarou ainda que todo órgão público tem a obrigação de promover ações de acessibilidade em suas instalações.
“Já avançamos bastante, muitas municípios já reconhecem um grande contingente de pessoas com deficiência na nossa população. Como as cidades brasileiras já estão construídas, é preciso um programa de adaptação, de eliminação das barreiras, de sinalização, de mudança de paradigmas para permitir o livre acesso, autonomia, independência da pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida, o que favorece a todos nós”, ressaltou.
A prefeitura é responsável pela centralização de diversos serviços, e seus equipamentos e edificações devem ser inclusivos, permitindo o acesso da população ao seu espaço físico de forma facilitada. A pesquisa constatou que a falta de itens de acessibilidade não era acompanhada por um atendimento especializado, já que somente 316 municípios declararam ter pessoas capacitadas para atendimento ao deficiente.
De acordo com o IBGE, 97 municípios tinham legislação que permitia a entrada de cão-guia em espaços públicos fechados. Apenas 290 prefeituras (5,2%) liberavam o acesso a pessoas acompanhadas de cão-guia, apesar do disposto na Lei nº 11.126/2005 que determina o direito do deficiente visual de ingressar e permanecer em espaços de uso coletivo acompanhado de um cão-guia.
Segundo a gerente da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Vânia Pacheco, “nós ainda temos, mesmo nas grandes cidades, que estão um pouco mais preocupadas com isso [a questão da acessibilidade], uma problemas muito grande, como as calçadas esburacadas, a falta de rampa e de sinal especializado”, declarou a gerente.