quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Deficientes físicos encontram na dança incentivo para reabilitação

É com esses incentivos que ultrapassamos nossos limites.

Os portadores de deficiência física alcançaram algumas vitórias na luta pela inclusão na sociedade. Uma das mais notáveis conquistas foi um lugar no palco. A coluna Arte pra Vida mostra, nesta quarta-feira (26), um projeto de dança para pessoas especiais.

A coluna Arte pra Vida foi à Associação Niteroiense do Deficiente Físico (ANDF), para conhecer a companhia de dança Corpo em Movimento. O objetivo é mostrar como a arte da vida transformou e continua transformando a vida de pessoas com deficiência física.

“Os bailarinos daqui já estão há dez anos em treinamento, são profissionais. Eu trabalho, ainda assim com médicos e fisioterapeutas. Haja vista, que cada deficiência é uma e ela precisa de adaptação especial, de tratamento e cuidado especial para cada uma delas”, explica a professora Camila.

“A gente quer mostrar através da dança, toda emoção, toda capacidade, toda potencialidade que todas as pessoas têm. Nós temos limites e potencialidades, o nosso foco é na potencialidade. Por isso que nosso grupo tem esse diferencial. Quando nós vamos dançar, as pessoas se surpreendem justamente por causa disso. Elas pensam assim: vou lá ver um grupo de deficientes, vou ver um grupo de deficientes, coitadinhos, vou lá dar uma força e eles passam tanta alegria, emoção, sensualidade, mostrando justamente isso”, conta uma das organizadoras do projeto.

Henrique Pellegrino, auxiliar administrativo, conta como o grupo é importante para a recuperação dele.

“Contribuiu muito, até minha autoestima melhorou. Foi o caminho que eu encontrei para minha reabilitação. Hoje sou totalmente feliz, não é por causa de eu estar em uma cadeira de roda que eu vou deixar de fazer as coisas. Faço muito mais coisas hoje do que quando eu fazia antes quando eu andava”, relata Henrique.

Outro membro do grupo, além de dançar, pratica esporte. “Criei meu próprio estilo de jogar futebol quando estava ainda na adolescência”, conta ele, que marca um gol.

fonte: http://balanar-deficienciafisica.blogspot.com/