quinta-feira, 29 de novembro de 2012

42% das prefeituras do Brasil não têm acesso para deficientes


Quase metade das cidades brasileiras  não tem estrutura de acesso para pessoas com deficiência nos prédios de suas prefeituras. É o que mostra a pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros, feita em 2011 e divulgada nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o IBGE, 42,6% das cidades dizem não ter nenhum dos 13 itens listados; apenas 3,8% apresentam seis ou mais deles. Ao todo, 3.195 municípios declaram ter alguma estrutura para deficientes.
Ainda segundo os dados, 22,3% dos prédios das prefeituras têm apenas um tipo de estrutura voltada para deficientes, estrutura que vai desde uma equipe preparada até um banheiro adaptado. Já com dois tipos de estrutura aparecem 14,7% das prefeituras, e com três tipos, 8,4%. Os percentuais de prédios com mais de quatro itens de acessibilidade são ainda menores: 5,4% deles têm quatro itens e 3%, cinco.
Na pesquisa, o IBGE diz que “a prefeitura é um órgão que centraliza vários serviços” e, por isso, “suas edificações e equipamentos devem ser inclusivos e permitir que toda a comunidade tenha acesso a espaço físico com facilidade”.
Itens de acessibilidade
Para tabular as cidades, o IBGE estipula 13 de “itens de acessibilidade”. São eles: rampas de acesso, equipamento para deslocamento vertical, sanitário acessível, piso tátil, elevadores com braile e sonorização, telefone público adaptado, mobiliário de recepção adaptado, pessoal capacitado para atendimento, disponibilidade de áreas especiais de embarque e desembarque, vagas especiais para veículos com pessoas deficientes, sinalização de atendimento prioritário a elas, permissão de cão-guia e rampa externa.
Os itens que mais estão presentes nos prédios das prefeituras são as rampas de acesso, rampas externas e sanitários acessíveis. Ao todo, são 2.150 cidades que dizem ter as rampas de acesso, o que corresponde a 38,6%. As rampas externas aparecem em 1.763 cidades, o equivalente a 31,7% do total. Já aquelas com sanitários acessíveis totalizam 1.028 mil, ou 18,5%.
Os itens mais raros dentre as mais de 3 mil cidades com algum tipo de estrutura para deficientes são pessoas capacitadas, permissão de cão-guia e piso tátil. Somente 316 cidades têm equipe treinada e 290 permitem a entrada de cães-guia. O piso tátil é o que menos aparece nos prédios das prefeituras do país – são 219 cidades que os têm, totalizando 3,9%.
Segundo a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada em 2009, qualquer pessoa com deficiência deve ter as mesmas condições de acesso a serviços que uma pessoa sem deficiência. E quem deve assegurar esse direito é o Estado, conforme prevê a Constituição.
Fonte: G1

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Deficiência acreditam que não têm seus direitos respeitados no país

Setenta e sete por cento:

Essa é uma das conclusões da pesquisa “Condições de vida das pessoas com deficiência no Brasil”, feita pelo DataSenado com base num cadastro cedido pelo IBDD com 10.273 pessoas com deficiência em todas as regiões do Brasil. A pesquisa ouviu 1.165 pessoas com deficiência entre os dias 28 de outubro e 17 de novembro, sendo 759 deficientes físicos, 170 visuais e 236 auditivos.
De acordo com o resultado da pesquisa, falta atuação mais firme do Estado na prevenção e tratamento oferecidos às pessoas com deficiência. Sessenta e quatro por cento dos entrevistados disseram que a prevenção de doenças que causam deficiência tem sido pouco eficiente. Os deficientes visuais são os que mais se ressentem (76%), seguido pelos deficientes físicos (62%) e pelos auditivos (60%).
A pesquisa mostrou que, para 43% dos entrevistados, a discriminação no ambiente de trabalho ainda é uma realidade. Esse índice sobe para 63% entre os deficientes auditivos, enquanto os deficientes visuais chega a 44%, contra 36% dos deficientes físicos. Para 52% dos pesquisados, a legislação trouxe avanços na inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Mas as dificuldades ainda são sentidas entre os deficientes auditivos (33%), seguidos pelos visuais (20%) e físicos (17%).
Trinta e oito por cento do total dos entrevistados considera o emprego a área que precisa de mais atenção para que a condição de vida das pessoas com deficiência melhore. Em seguida vem saúde (22%), educação (19%), transporte (13%), habitação (5%) e lazer (3%).
A pesquisa foi apresentada e debatida no último dia 8 no Senado Federal, em Brasília, durante o Fórum Senado Debate Brasil pela diretora da Secretaria de Pesquisa e Opinião do Senado Federal, Ana Lúcia Novelli, e pela superintendente do IBDD, Teresa Costa d’Amaral. Você pode ver a íntegra da pesquisa, que inclui ainda opiniões sobre educação, informação, acessibilidade e lazer, nesses dois arquivos:
  1. Apresentação da pesquisa do Senado “Condições de vida das pessoas com deficiência no Brasil”
  2. Tabelas dos dados da pesquisa“Condições de vida das pessoas com deficiência no Brasil”
Fonte: IBDD

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Calçada é de responsabilidade do município ou do proprietário?

Antes de colocar o artigo, gostaria de parabeniza-la pela iniciativa e colocar que até hoje não entendo porque a manutenção e feitura da calçada é de responsabilidade do proprietário do imóvel e não da prefeitura. Até porque não temos uma padronização ou regra para as construções, dificultando assim que a cidade tenha acessibilidade por todos os bairros, fora isso não há fiscalização suficiente para que a manutenção seja feita e encontramos muitos buracos e problemas nas calçadas.


Segue o artigo para leitura:


NATUREZA JURÍDICA DAS CALÇADAS URBANAS E A RESPONSABILIDADE PRIMÁRIA DOS MUNICÍPIOS QUANTO À SUA PREFEITURA, MANUTENÇÃO E ADAPTAÇÃO PARA FINS DE ACESSIBILIDADE.
Luíza Cavalcanti Bezerra
Bacharela em Direito pela UFRN
Especialista em Direito Constitucional pela Unisul
Nas vias públicas, existem, em regra, três segmentos de concreto apostos em paralelo, a saber, um caminho apropriado para o trânsito de veículos e dois passeios a ele adjacentes, chamados “calçadas”, que têm, por objetivo fundamental, propiciar às pessoas de diferentes idades e condições físicas um translado seguro pelas ruas da cidade. Inobstante sua relevância social, as calçadas não têm sido construídas de maneira acessível, tampouco mantidas de forma adequada, situação que compromete o direito constitucional de ir e vir dos pedestres, especialmente no que concerne a idosos, crianças e pessoas com deficiência. Mostra-se necessário, por conseguinte, refletir sobre quem tem a responsabilidade precípua pela feitura, manutenção e adaptação das calçadas urbanas.
Nesse contexto, observa-se que o Código de Trânsito Brasileiro, em seu Anexo I, traz o conceito normativo de calçada, definindo-a como “parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins”. Constata-se, desde logo, que o legislador pátrio consagrou a calçada como parte integrante da via pública, esclarecendo a sua independência dos lotes em frente aos quais se instala, o que leva à inevitável conclusão de que figura a calçada como bem público por excelência.
Sob essa perspectiva, o  professor José dos Santos Carvalho Filho ensina que “como regra, as ruas, praças, jardins públicos, os logradouros públicos pertencem ao Município”#.  Levando-se em consideração que as ruas e logradouros consistem justamente nas chamadas vias públicas, bem como que as calçadas, por definição legal, são partes integrantes dessas vias, não há outra conclusão possível senão a de que são as calçadas bens públicos municipais#. A despeito disso, as legislações municipais, em sua maioria, têm atribuído aos particulares proprietários dos imóveis que se alinham à calçada pública a responsabilidade primária pela execução e manutenção dessa parte da via. É de se questionar, aqui, qual seria o fundamento jurídico dessa obrigação imputada ao cidadão.
Já podem ser excluídas, desde logo, as hipóteses de intervenção do Estado na propriedade privada, porquanto, conforme elucidado no decorrer deste texto, a titularidade das calçadas, assim como de toda a via pública, é do próprio Município. Não subsiste, também, o argumento de que se estaria falando em exercício do poder de polícia administrativa, uma vez que esse se caracteriza essencialmente pela possibilidade de se impor condutas ou restrições com o objetivo de impedir que os particulares, no âmbito de sua esfera privada – liberdades e propriedades –, atuem de modo nocivo aos interesses da coletividade.
No caso específico das calçadas, o poder de polícia pode servir de fundamento para a vedação do avanço da propriedade do lote para a área correspondente à calçada a ele contígua, como, também, pode proibir o particular de colocar obstáculos no local, como árvores, cadeiras ou mesas. Não legitima, entretanto, a exigência normativa para que o particular seja incumbido da obrigação primária de construção e manutenção dessas calçadas, porquanto, aqui, o Poder Público não está restringindo o exercício prejudicial de uma liberdade pelo cidadão, mas, sim, está estabelecendo uma verdadeira obrigação de fazer sem qualquer relação jurídica que a fundamente.
Saliente-se, ainda, que essas normas afrontam diretamente o disposto no artigo 23, inciso I, da Constituição Federal de 1988, o qual, ao tratar da competência administrativa atribui  aos entes federados, de maneira expressa, a competência quanto à conservação do patrimônio público. Perceba-se, no caso, que o Poder Público municipal delega inconstitucionalmente ao particular um dever que é seu, esquivando-se de sua obrigação primária de construir e manter as calçadas urbanas. Gera, dessa maneira, a dificuldade prática de tornar essa parte da via pública padronizada e acessível como um todo, já que, ao atribuir irregularmente a responsabilidade pelas calçadas aos particulares, confere a esses a liberdade de construí-las à sua maneira, sob a justificativa inócua de que exercerá o controle da realização dessas obras mediante fiscalização.
Resta claro, portanto, que normas com esse conteúdo, por serem materialmente inconstitucionais e, ainda, nefastas para a concretização de direitos fundamentais, como a liberdade de ir e vir dos cidadãos, precisam ser afastadas do ordenamento jurídico, para que se possa finalmente exigir do Poder Público municipal, titular legítimo das obrigações pertinentes aos bens públicos municipais, a obrigação de construir, manter e tornar acessíveis por completo as calçadas urbanas de sua alçada.
O Blogge acesso-deficiente agradece a colaboração do site http://www.deficientefisico.com ,com essa excelente matéria.
Ano de eleição vamos ficar de olhos bem abertos.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Acessibilidade foi o tema da Feira nacional








Segundo o dicionário Aurélio, Acessibilidade é a “condição de acesso aos serviços de informação, documentação, comunicação e a qualquer lugar”; Reabilitação é a “restauração à normalidade ou ao mais próximo possível dela”. Pelo mesmo dicionário, Inclusão é “o ato de incluir pessoas na plena participação de todo o processo educacional, laboral e de lazer, bem como em atividades comunitárias e domésticas”. Conceitos relativamente simples, mas que para serem postos em prática necessitam de soluções em forma de conhecimento e equipamentos.
Discutir e propor essas soluções que a  REACESS – Feira Nacional de Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, promoveu  entre os dias 29 de junho e 1° de julho, no Rio Centro, no Rio de Janeiro.

Objetivo foi apresentar novidades em produtos e serviços, novas tecnologias na área de reabilitação visual, sonora, intelectual que contribuem para melhorar a acessibilidade de pessoas com deficiência. A feira promoveu discussões inovadoras e a disseminação de informações destinadas as pessoas com deficiências físicas, mentais, visuais, auditivas e múltiplas e também aos visitantes e profissionais do setor.
Apontada como o maior evento nacional neste segmento, a Reacess proporcionou soluções em acessibilidade, reabilitação e inclusão. A feira  reuniu 90 expositores apresentando mais de 1.500 itens que podem melhorar a qualidade de vida dos visitantes e publico estimado de nove mil pessoas que irão buscar soluções, tanto em equipamentos como em conhecimentos.
Esteve presentes expositores de agências de emprego, instituições financeiras, fabricantes de cadeiras de rodas, departamentos de recursos humanos, indústrias farmacêuticas e dos segmentos de animais treinados, aparelhos auditivos, equipamentos especiais, materiais hospitalares, higiene pessoal, próteses e órteses, terapias alternativas, turismo e lazer.
O maior atleta paralímpico brasileiro de todos os tempos e nadador da Andef, Clodoaldo Silva, distribuiu autógrafos e tirou fotos com os fãs
Também na quadra, o grupo de dança Corpo em Movimento, Compasso do Corpo e a companhia de dança para melhor idade, Arte de Dançar deram um show e empolgaram o público.
a Andef coordenou as atividades esportivas da quadra da Reacess, mostrando ao público presente as mais diversas modalidades paralímpicas, entre elas: basquete em cadeira de rodas, boccia, tênis de mesa, voleibol sentado, rugbi em cadeira de rodas, tênis em cadeira de rodas, futebol de 7 para paralisados cerebrais, entre outros esportes, em parceria com o Vasco Paradesporto, Instituto Benjamin Constant, Adezo, Rio Quad, Santer, Aeterj e a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro.


COLABORARAM COM ESSE BLOGGE:
http://www.cantinhodoheitor.com.br
http://educaofsicaadaptadaeeducaoespecial.blogspot.com.br
 http://www.deficientefisico.com

A deficiência e o seu contexto escolar



O MEC preparou um vídeo mostrando os deficientes no contexto escolar, mostrando a visão de mães, professores, educadores e dos alunos.

O vídeo a ajudar a entender melhor o que se pode ser feito para melhorar o ensino no Brasil para os Deficientes.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Deficientes sem acesso aos locais de voto







Votar é um direito de todos. E foi um direito conquistado com muita luta e esforço. Através dele, exercemos a cidadania numa sociedade democrática que perdura por mais de duas décadas de forma estável com realização de eleições livres. E quando falamos de todos invariavelmente inclui-se as pessoas com deficiências.
Muito se evoluiu no que diz respeito aos direitos das pessoas com deficiência, tanto na justiça social e humana. No que diz respeito ao exercício do voto não seria diferente.
O deficiente tem o direito garantido de ir às urnas e votar em seu candidato predileto. Tema abordado e assegurado pelo Estatuto do Portador de Deficiência entre outras disposições, além de embasado em textos como a Constituição de 1988, a Lei 7.853/89, complementada por leis federais, legislações estaduais e municipais.
O alistamento e o voto tecnicamente são obrigatórios a todos os deficientes. Há exceção para pessoas que apresentam deficiência que praticamente tornam impossível ou extremamente oneroso o exercício das obrigações eleitorais. Ou seja, nestes casos, o voto tornou-se “facultativo” conforme uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – resolução 21.920 de 2004. Tal decisão, além das ponderações e observações lógicas, também se baseou no art. 5º da Constituição Federal.
Na época (2004) o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) repudiou. O conselho entendeu que a decisão era um retrocesso e estimulava a “segregação”, incentiva os portadores de deficiência física a ficarem em casa, pois os familiares a não se obrigarem a garantir a locomoção do cidadão deficiente ao local de votação. Ainda afirmou que tal proposta iria dificultar o voto do portador. Os que quiserem votar enfrentarão dificuldade, já que os agentes públicos não se sentirão obrigados a prover condições para acesso aos deficientes.
De acordo com a cartilha “O Voto da Pessoa com Deficiência”, da associação Voto Consciente, o deficiente enfrenta algumas barreiras na hora de votar – além das dificuldades rotineiras de acessibilidade.
Num levantamento, a associação observou que em muitos locais de votação a estrutura não condizia com a realidade dos deficientes, faltava acesso e principalmente sensibilidade. Por exemplo, numa seção destinada ao eleitor com deficiência, nada mais era que uma sala comum.
Ao mencionar questões especificas como piso cromo-diferenciado para locomoção de deficientes visuais ou a simples retirada do título em cartórios eleitorais, complica-se ainda mais a situação dos deficientes. No caso da pessoa cega, as urnas contam com sistema de código braile, porém não são todos que tem conhecimento do sistema de leitura.
Mesmo com a possibilidade de o deficiente poder entrar na cabina de votação com uma pessoa de sua confiança (ainda que não o tenha requerido antecipadamente ao juiz eleitoral, sem prejuízo do sigilo do sufrágio universal), há controvérsias em relação à segurança. Tal como as divergências, há ideias como a instalação de um sistema de “conferência” auditiva do voto – esta proposta esbarrou em questões normativas.

Atrele estes apontamentos mais específicos aos problemas como dificuldade de transporte adequado, ruas esburacadas, calçadas impróprias, carros, falta de rampas, desrespeito por partes dos pedestres, e o grau de desincentivo ao voto é grande.


Cadê os outros benefícios para as pessoas com deficiência menos favorecidas?












Matéria extraida do site http://www.deficienteciente.com.br/ 
Caro leitor,
O texto abaixo foi escrito por Deoclécio de Oliveira, amigo e colaborador do blog. Deoclécio é pai de uma jovem com paralisia cerebral.
Nobres parlamentares e governantes: Cadê os ônibus adaptados e outros benefícios para as pessoas com deficiência menos favorecidas?
Acompanho nas redes sociais pessoas com deficiência cobrando cada vez mais a acessibilidade. Esta cobrança é o carro chefe das reivindicações e é um dever do poder público oferecer esse tipo de serviço a todo segmento, uma vez que também poderá beneficiar pessoas da terceira idade e outras situações.
Um país que se preocupa com estas políticas públicas, por certo está cumprindo seu papel e zelando pelos seus cidadãos… Por outro lado tenho percebido que estas cobranças são feitas com mais afinco por uma parcela da população mais esclarecida e com um melhor poder aquisitivo, e acabam focando sempre num ponto especifico, esquecendo que as necessidades de uma pessoa com deficiência vão além da acessibilidade, compra de veículos com isenção fiscal, vagas para estacionamento. ..
É preciso lembrar que no universo da deficiência existem pessoas que precisam e sofrem por falta de recursos básicos. No entanto estas questões são deixadas para trás e não são consideradas prioritárias pelo poder público, que ainda faz vista grossa.  Vemos também que nossos representantes políticos, principalmente alguns que são pessoas com deficiência, acabam focando também na questão da acessibilidade e se esquecem de reivindicar por itens básicos que a maioria das pessoas com deficiência necessita.
Quanto às pessoas com deficiência que tem um melhor poder aquisitivo, ou seja, podem adquirir uma cadeira de rodas de última geração, podem comprar um carro e adaptar, tem convênio médico e recursos para o trabalho e lazer, é evidente que estas não estão preocupadas em lutar por um ônibus adaptado, por um melhor serviço de saúde, pela entrega gratuita e sem burocracia de próteses e cadeiras de rodas de qualidade para pessoas que não tem estes mesmos recursos. “Por isso não são solidários” em somar com os menos favorecidos, em cobrar dos nossos representantes parlamentares, órgãos governamentais… Agindo assim, caracteriza uma “postura de egoísmo”.
O mesmo acontece com parlamentares com deficiência e que tem um melhor poder aquisitivo, eles também não se esforçam em criar projetos de lei, como por exemplo, a inclusão escolar sem estes traumas que passam as famílias quando vão em  busca de matrículas para  seus filhos em escolas estaduais e municipais. Esses parlamentares não se preocupam em exigir do Governo Federal o fim deste cálculo do INSS de 25 % da renda per capita em fornecer o benefício LOAS as famílias que cuidam de pessoas com patologias crônicas que as impedem de trabalhar. Pois o correto seria ver a necessidade financeira individualmente.
Está na hora de ativistas que defendem os direitos das pessoas com deficiência, parlamentares que também são deficientes e políticos não deficientes, pararem de usar a MÍDIA com discurso demagogo… Políticos dizendo que vão defender os direitos do segmento apenas com interesse de votos. Vamos acabar com esta cultura e fazer menos MÉDIA NA MÍDIA, com menos posturas de estrelismos e respeitar as pessoas que tanto sofrem por falta das políticas públicas e sociais, que é um direito de todo cidadão. Precisamos sim, de representantes que tenham uma visão universal, com coerência…  Não precisamos de representantes que apenas têm interesses específicos numa parcela do segmento e/ou interesse pessoal e político partidário.
Deoclécio Oliveira
E-mail: jcleciooliveira@yahoo.com.br

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Adaptações para portadores de Deficiência Física.



Dicas básicas:
1. Percorra toda a empresa observando se:

as áreas de circulação estão sinalizadas com o Símbolo internacional de Acesso
os trajetos para as diversas áreas da empresa estão livres de obstáculos (escadas) para o acesso das pessoas que utilizam cadeira de rodas
todas as portas apresentam largura de no mínimo 0,80 m para garantir o acesso das pessoas que utilizam cadeira de rodas
há portões laterais com largura mínima de 0,80m em locais de acesso com catraca
os balcões de atendimento, inclusive automáticos, permitem a aproximação frontal de pelo menos uma cadeira de rodas e apresentam altura de 0,80m com altura livre mínima de 0,70m do piso

os relógios de ponto estão a uma altura de 0,80m do piso
os elevadores apresentam o Símbolo Internacional de Acesso fixados nas portas, possuem abertura de acesso de no mínimo 0,80m de largura e botoeiras com altura de no mínimo 0,80m e no máximo 1,20m
a disposição de mobiliários garantem área para a circulação plena de cadeirantes
há reserva de vagas no estacionamento para pessoas portadoras de deficiência ambulatória, bem como sinalização com placas para identificá-las
os banheiros da empresa estão adaptados, apresentando (Figura 01):
porta de acesso de no mínimo 0,80m de largura;
maçanetas do tipo alavanca;
área suficiente para manobras de cadeirantes;
barras laterais de apoio para usos de sanitários;
altura da pia de 0,80m do piso e respeitando uma altura livre de 0,70;
torneira do tipo pressão;
borda inferior dos espelhos a uma altura de 0,90m do piso, podendo atingir o máximo de 1,10m e com inclinação de 10 graus;
porta de acesso aos boxes dos banheiros de no mínimo 0,80m de largura;
assentos das bacias sanitárias a uma altura de 0,46m do piso ou quando utilizada a plataforma para compor a altura estipulada, apresentar projeção horizontal da plataforma de no mínimo 0,05 m do contorno da base da bacia.

Seguindo essas orientações qualquer estabelecimentos teria acesso para cadeirantes.

Fontes: Manual de recepção e acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência a empreendimentos e equipamentos turísticos

Figura1: Exemplo de banheiro adaptado / Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT / NBR 9050.

Links interessantes: banheiros adaptados para deficientes.





segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Governador Sérgio Cabral veta projeto que beneficiaria 185.000 autistas!



Nosso Blogger tem um papel importante em nossas necessidades mostrar aquilo que estar deficiente em acesso publico.
Nossa indignação hoje é com a matéria partilhada com um dos nossos parceiros www.deficienteciente.com.br
Leiam e partilhe estamos em época de eleições é importante saber quem colocamos no poder.


O autismo é um transtorno infantil que pode acontecer mais em meninos que em meninas. As habilidades de uma criança autista podem ser altas ou baixas, dependendo tanto do nível de coeficiente intelectual, como da capacidade de comunicação verbal.



Caro leitor,
O texto abaixo foi extraído do blog Conversando sobre Inclusão e foi escrito por Bárbara Parente, mãe de uma criança autista.


O VETO DO GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO A 185.000 AUTISTAS!


Soube na noite do dia 20/01/12, dia de São Sebastião que por sinal é protetor das pessoas que estão doentes (diante disto fica a minha fé, São Sebastião olhai pelos nossos autistas, porque o Governador Sérgio Cabral não olha!), dia também em que é comemorado o aniversário da Cidade Maravilhosa, que o Governador Sérgio Cabral negou no dia 13/01/12 aos autistas do seu estado, que são “apenas” 185.000, o direito a um tratamento correto e principalmente digno!


Negou também a oportunidade dos autistas desenvolverem paulatinamente as suas habilidades e competências com profissionais que entendam do assunto.


Negou também aos pais sem recursos financeiros, o direito de cuidarem dos seus filhos de forma correta e digna.


Cuidar de um filho autista é muito caro! São terapias e mais terapias, não por luxo, mas para que os nossos filhos tenham pelos menos a possibilidade de conseguirem o mínimo de independência ao menos para as atividades da vida diária.


Uma das grandes preocupações dos pais é com a possibilidade, e aí uma possibilidade bem forte por ser simplesmente a ordem natural das coisas, da nossa ida para um outro plano espiritual e deixarmos os nossos filhos sem conseguirem sequer tomar banho ou comer sozinho. Com a existência destes centros, surgiria uma possibilidade de ao menos este medo, esta “faca pendurada em nossas cabeças” diminuírem através do tratamento adequado que iriam receber. MAS O GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL NÃO QUER!


Será que o Governador Sérgio Cabral sabe o que é autismo? Nós pais, sabemos.


Será que o Governador Sérgio Cabral conhece, ou já ouviu falar de alguém ou algum lugar que tenha autista? Nós pais vivemos esta realidade e conhecemos vários além dos nossos.


Será que o Governador Sérgio Cabral conhece ou já ouviu falar de famílias que simplesmente não dormem durante a noite, porque o filho autista não dorme? Atualmente vivo isto. rsrs.


Será que o Governador Sérgio Cabral conhece ou já ouviu falar de famílias que precisam literalmente amarrar o filho autista, para que este não se machuque? Eu já. Na assembleia que aconteceu na ALERJ, sobre o PL que o governador vetou, havia uma mãe com uma faixa onde tinha uma foto com o seu filho AMARRADO para não se machucar. Maldade da mãe? Claro que não! MALDADE DA AUSÊNCIA DE TRATAMENTO ADEQUADO E QUE O GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL ACABOU DE RATIFICAR!


Mediante ao exposto, faço um apelo: “Governador Sérgio Cabral, ouça os pais dos autistas! Não vete simplesmente! Vamos conversar!”


Ouvi uma mãe comentar que o motivo do veto, possa ser o gasto considerável para criação destes centros. Mas penso que o gasto para a criação destes centros seja infinitamente menor, do que o já existente para o estado, uma vez que uma infinidade de pais que por não terem condições financeiras de oferecerem um tratamento adequado aos seus filhos, ficam em casa para cuidar destes. Vou além, com a construção destes centros e os tratamentos adequados, os autistas também poderiam ser economicamente ativos.


Quer dizer, uma parcela da população que poderia ser economicamente ativa não é porque o Governador Sérgio Cabral não quer!


Ontem, quando entrei no quarto e vi o meu filho lindo dormindo, indefeso e totalmente dependente de mim, pensei: “O ESTADO NÃO TE QUER! NÃO QUER SABER DE VOCÊ! NÃO QUER TE AJUDAR! NÃO QUER TE CUIDAR! QUER O VOTO DA MAMÃE E DO PAPAI, MAS VOCÊ COMO NÃO VOTA, NÃO INTERESSA!“


Imperioso neste momento é a reflexão que de repente, o governador não tenha feito. Bem, o autista não vota, mas a família vota. Só no Estado do Rio de Janeiro são 185.000 autistas e muitos (graças a DEUS) ainda com pai, mãe e estes votam. Então, o número de 185.000 é multiplicado por 2 e assim consecutivamente, pois existem os familiares dos autistas que votam.


Fiz esta colocação, pois no universo político onde para muitos o que importa é apenas o voto, o parágrafo anterior é uma boa lembrança.


Mais uma vez peço Governador Sérgio Cabral, OUÇA OS PAIS!


O BRASIL PRECISA CONHECER O AUTISMO!


Barbara Parente
Barbara_parente@hotmail.com

Faltam ainda 2 meses para o dia mundial do autismo vamos deixar um pouco de lado aqueles links banais que por muitas vezes divulgamos na internet,vamos sim divulgar aquilo que realmente é importante um simples clik partilhamos com o mundo e conscientizamos varias famílias sobre AUTISMO.

Obras que vão mudar o mundo

Foto © Danilo Siqueira
Fizeram uma reforma aqui no estacionamento do lugar aonde eu trabalho para fazer uma passarela para deficientes físicos não terem mais que despencar pelas escadas. O resultado ficou muito interessante como vcs podem ver na foto. E muito prático, basta o cadeirante descer da sua cadeira, dobrá-la e aí sim ele consegue acessar a rampa.
Obs: Uma boa alma teve o bom senso e a placa de “acesso ao shopping SP” foi retirada.


Danilo contribuiu para o nosso blogger mostrando que existe obras decente e ao mesmo tempo desastrosa.
Se você quiser contribuir nosso e-mail é: 
fabiano31rj@gmail.com

sábado, 21 de janeiro de 2012

Rebaixamento de calçadas para facilitar acesso de deficientes


O artigo 5º da Constituição Federal estabelece o que se convencionou a chamar de direito de ir e vir de todos os cidadãos brasileiros. Ou seja, qualquer pessoa, livre ou não de deficiência ou mobilidade reduzida, deve ter o direito de poder chegar facilmente a qualquer lugar. É pensando em cumprir essa premissa e principalmente assegurar a mobilidade urbana a deficientes que moram ou vistam a cidade, que o prefeito de Videira – Wilmar Carelli determinou que o Departamento de Serviços Urbanos (DSU) realize um mutirão para realizar o rebaixamento de trechos de calçadas do município.

Os trabalhos iniciaram na área central, onde as rampas de rebaixamento de calçada estão sendo construídas juntas às faixas de travessia de pedestres, como um recurso que facilita a passagem do nível da calçada para o da rua, melhorando a acessibilidade para as pessoas com mobilidade reduzida, que estejam empurrando carrinhos de bebê, para idosos e para pessoas que transportam grandes volumes de carga e aos pedestres em geral. A sinalização dos espaços também já está sendo realizada. “Iniciamos os trabalhos pela área central da cidade, que é onde circula o maior número de pessoas, já que aqui, está localizada a maioria dos estabelecimentos comerciais e bancos da cidade, mas, a intenção da Administração é estender esses melhorias para toda a cidade”, diz o diretor do DSU – Dinilso Gaio.

Parabéns ao Prefeito de SC pelo comprimento da lei de ir e vir.
Época de eleições e precisamos ficar atentos aqueles que vamos eleger.
Fica a dica!

sábado, 14 de janeiro de 2012

A nossa difícil inclusão social

As deficiências existem sim e podem ser observadas , estudadas e superadas. Mais porque julgadas como muitas vezes são? Certamente ninguém pede para ser deficiente ou pobre, branco, negro, gordo, magro, somos todos diferentes mais todos frutos da mesma natureza somos seres humanos e ninguém é diferente de ninguém para ser comparado com outro.
Com que razão isso ainda ocorre em nossa sociedade? Buscamos por uma inclusão social, um assunto muito bom que seria ótimo mais se posto 100% em prática.

Mas uma vez tive uma experiência não muito agradável,no minimo (é bondade) no máximo constrangedora.
Fui com muita vontade de assistir um filme,dessa vez fui só pois muitas das vezes saio sempre acompanhado que é sempre divertido mais dessa vez nem acompanhado tinha jeito.
Nilópolis Square estar longe de ser um local de facio acesso o único acesso para os cadeirantes é o elevador de serviço e foi exatamente ele o responsável pela minha frustante ida ao cinema de Nilópolis ele estava quebrado sem acesso pelo menos a cadeirantes,pra eles a questão era facio eu devia ter chamado um segurança e com ele subir uma escada rolante se fosse rampa rolante até poderia mas escada não rola e já tive experiência subindo e não é nada interessante.
enfim fui embora frustado e vim pra casa refletindo de como é facio colocar acesso aos deficiente,só falta boa vontade politica em todos os sentidos.

"A inclusão não é uma questão de solidariedade, mas um direito. Aprender é uma ação humana que pode ser realizada por todos."

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Boas Leis em um Brasil Deficiente


Há quem acredite em política convencional, do tipo eleição cada quatro anos, pressão para aprovação de boas leis, fiscalização das administrações. Eu não. E tenho dificuldades de compreender porque há quem acredite. Não é pessimismo. É realismo. Basta observar friamente as informações que nos chegam a cada dia, para concluir que desse mato saem cobras e lagartos, mas não cachorro. Eu não acredito na democracia brasileira porque aqui, não adianta aprovar boas leis. Só cumpre leis quem não tem alternativa.

Nosso país está repleto de leis excelentes que são cotidianamente ignoradas, sem repercussão para os infratores. Ditadura é pior, sim, mas democracia não é só votar e ter uma imprensa independente. Tem que ter, entre outras coisas, um legislativo que crie leis, um judiciário que as aplique e um governo que garanta seu cumprimento.
Coisas que os egípcios vão ter que aprender nos próximos anos. Por exemplo, a Lei de Cotas está para completar vinte anos. Ela preve que qualquer empresa brasileira com mais de 100 empregados preencha de 2% a 5% com deficientes (é uma chatice politicamente correta esse negócio de valar "pessoas com deficiência". Quer chamar de "pessoa com necessidades especiais", tudo bem, contanto que vire sigla, PNE ou que o valha). É 2% para empresas de 100 a 200 empregados, subindo até 5% para empresas acima de mil empregados. Muito radical? Na Alemanha a lei exige 6% das vagas para empresas com mais de 16 funcionários.
Aqui no Brasil, a lei prevê multa para a empresa que não cumpre a lei. Pode chegar até R$ 152 mil. Boa lei. Deficiente precisa de emprego, oportunidade, respeito. Esses caras são gente como eu e você. Ou como eu e você, saudáveis, seremos em algumas décadas. Como disse aquele quem não morre cedo acaba virando deficiente - enxerga mal, anda mal, ouve mal etc.

"A presidenta Dilma Rousseff lançou o Viver sem Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
O Viver sem Limite tem metas para serem implantadas até 2014 com previsão orçamentária de R$ 7,6 bilhões. As ações previstas serão executadas em conjunto por 15 órgãos do Governo Federal, sob a coordenação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). Dados do Instituto Brasileiro de Estatísticas e Geografia (IBGE) de 2010 apontam que 23,91% da população brasileira possuem algum tipo de deficiência, totalizando aproximadamente 45,6 milhões de pessoas".

Aliás, uma pesquisinha na internet vai mostrar pilhas de artigos defendendo a flexibilização da Lei de Cotas. Não importa se a lei cria essa ou aquela dificuldade, cria esse ou aquele custo? É a lei, e deveria ser cumprida até ser modificada. Flexibilizar pra quê? Ela só existe na teoria mesmo. Como muitas outras boas leis que só não saem do papel, a Lei das Cotas joga na nossa cara as deficiências do Brasil.