segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Governador Sérgio Cabral veta projeto que beneficiaria 185.000 autistas!



Nosso Blogger tem um papel importante em nossas necessidades mostrar aquilo que estar deficiente em acesso publico.
Nossa indignação hoje é com a matéria partilhada com um dos nossos parceiros www.deficienteciente.com.br
Leiam e partilhe estamos em época de eleições é importante saber quem colocamos no poder.


O autismo é um transtorno infantil que pode acontecer mais em meninos que em meninas. As habilidades de uma criança autista podem ser altas ou baixas, dependendo tanto do nível de coeficiente intelectual, como da capacidade de comunicação verbal.



Caro leitor,
O texto abaixo foi extraído do blog Conversando sobre Inclusão e foi escrito por Bárbara Parente, mãe de uma criança autista.


O VETO DO GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO A 185.000 AUTISTAS!


Soube na noite do dia 20/01/12, dia de São Sebastião que por sinal é protetor das pessoas que estão doentes (diante disto fica a minha fé, São Sebastião olhai pelos nossos autistas, porque o Governador Sérgio Cabral não olha!), dia também em que é comemorado o aniversário da Cidade Maravilhosa, que o Governador Sérgio Cabral negou no dia 13/01/12 aos autistas do seu estado, que são “apenas” 185.000, o direito a um tratamento correto e principalmente digno!


Negou também a oportunidade dos autistas desenvolverem paulatinamente as suas habilidades e competências com profissionais que entendam do assunto.


Negou também aos pais sem recursos financeiros, o direito de cuidarem dos seus filhos de forma correta e digna.


Cuidar de um filho autista é muito caro! São terapias e mais terapias, não por luxo, mas para que os nossos filhos tenham pelos menos a possibilidade de conseguirem o mínimo de independência ao menos para as atividades da vida diária.


Uma das grandes preocupações dos pais é com a possibilidade, e aí uma possibilidade bem forte por ser simplesmente a ordem natural das coisas, da nossa ida para um outro plano espiritual e deixarmos os nossos filhos sem conseguirem sequer tomar banho ou comer sozinho. Com a existência destes centros, surgiria uma possibilidade de ao menos este medo, esta “faca pendurada em nossas cabeças” diminuírem através do tratamento adequado que iriam receber. MAS O GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL NÃO QUER!


Será que o Governador Sérgio Cabral sabe o que é autismo? Nós pais, sabemos.


Será que o Governador Sérgio Cabral conhece, ou já ouviu falar de alguém ou algum lugar que tenha autista? Nós pais vivemos esta realidade e conhecemos vários além dos nossos.


Será que o Governador Sérgio Cabral conhece ou já ouviu falar de famílias que simplesmente não dormem durante a noite, porque o filho autista não dorme? Atualmente vivo isto. rsrs.


Será que o Governador Sérgio Cabral conhece ou já ouviu falar de famílias que precisam literalmente amarrar o filho autista, para que este não se machuque? Eu já. Na assembleia que aconteceu na ALERJ, sobre o PL que o governador vetou, havia uma mãe com uma faixa onde tinha uma foto com o seu filho AMARRADO para não se machucar. Maldade da mãe? Claro que não! MALDADE DA AUSÊNCIA DE TRATAMENTO ADEQUADO E QUE O GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL ACABOU DE RATIFICAR!


Mediante ao exposto, faço um apelo: “Governador Sérgio Cabral, ouça os pais dos autistas! Não vete simplesmente! Vamos conversar!”


Ouvi uma mãe comentar que o motivo do veto, possa ser o gasto considerável para criação destes centros. Mas penso que o gasto para a criação destes centros seja infinitamente menor, do que o já existente para o estado, uma vez que uma infinidade de pais que por não terem condições financeiras de oferecerem um tratamento adequado aos seus filhos, ficam em casa para cuidar destes. Vou além, com a construção destes centros e os tratamentos adequados, os autistas também poderiam ser economicamente ativos.


Quer dizer, uma parcela da população que poderia ser economicamente ativa não é porque o Governador Sérgio Cabral não quer!


Ontem, quando entrei no quarto e vi o meu filho lindo dormindo, indefeso e totalmente dependente de mim, pensei: “O ESTADO NÃO TE QUER! NÃO QUER SABER DE VOCÊ! NÃO QUER TE AJUDAR! NÃO QUER TE CUIDAR! QUER O VOTO DA MAMÃE E DO PAPAI, MAS VOCÊ COMO NÃO VOTA, NÃO INTERESSA!“


Imperioso neste momento é a reflexão que de repente, o governador não tenha feito. Bem, o autista não vota, mas a família vota. Só no Estado do Rio de Janeiro são 185.000 autistas e muitos (graças a DEUS) ainda com pai, mãe e estes votam. Então, o número de 185.000 é multiplicado por 2 e assim consecutivamente, pois existem os familiares dos autistas que votam.


Fiz esta colocação, pois no universo político onde para muitos o que importa é apenas o voto, o parágrafo anterior é uma boa lembrança.


Mais uma vez peço Governador Sérgio Cabral, OUÇA OS PAIS!


O BRASIL PRECISA CONHECER O AUTISMO!


Barbara Parente
Barbara_parente@hotmail.com

Faltam ainda 2 meses para o dia mundial do autismo vamos deixar um pouco de lado aqueles links banais que por muitas vezes divulgamos na internet,vamos sim divulgar aquilo que realmente é importante um simples clik partilhamos com o mundo e conscientizamos varias famílias sobre AUTISMO.

Obras que vão mudar o mundo

Foto © Danilo Siqueira
Fizeram uma reforma aqui no estacionamento do lugar aonde eu trabalho para fazer uma passarela para deficientes físicos não terem mais que despencar pelas escadas. O resultado ficou muito interessante como vcs podem ver na foto. E muito prático, basta o cadeirante descer da sua cadeira, dobrá-la e aí sim ele consegue acessar a rampa.
Obs: Uma boa alma teve o bom senso e a placa de “acesso ao shopping SP” foi retirada.


Danilo contribuiu para o nosso blogger mostrando que existe obras decente e ao mesmo tempo desastrosa.
Se você quiser contribuir nosso e-mail é: 
fabiano31rj@gmail.com

sábado, 21 de janeiro de 2012

Rebaixamento de calçadas para facilitar acesso de deficientes


O artigo 5º da Constituição Federal estabelece o que se convencionou a chamar de direito de ir e vir de todos os cidadãos brasileiros. Ou seja, qualquer pessoa, livre ou não de deficiência ou mobilidade reduzida, deve ter o direito de poder chegar facilmente a qualquer lugar. É pensando em cumprir essa premissa e principalmente assegurar a mobilidade urbana a deficientes que moram ou vistam a cidade, que o prefeito de Videira – Wilmar Carelli determinou que o Departamento de Serviços Urbanos (DSU) realize um mutirão para realizar o rebaixamento de trechos de calçadas do município.

Os trabalhos iniciaram na área central, onde as rampas de rebaixamento de calçada estão sendo construídas juntas às faixas de travessia de pedestres, como um recurso que facilita a passagem do nível da calçada para o da rua, melhorando a acessibilidade para as pessoas com mobilidade reduzida, que estejam empurrando carrinhos de bebê, para idosos e para pessoas que transportam grandes volumes de carga e aos pedestres em geral. A sinalização dos espaços também já está sendo realizada. “Iniciamos os trabalhos pela área central da cidade, que é onde circula o maior número de pessoas, já que aqui, está localizada a maioria dos estabelecimentos comerciais e bancos da cidade, mas, a intenção da Administração é estender esses melhorias para toda a cidade”, diz o diretor do DSU – Dinilso Gaio.

Parabéns ao Prefeito de SC pelo comprimento da lei de ir e vir.
Época de eleições e precisamos ficar atentos aqueles que vamos eleger.
Fica a dica!

sábado, 14 de janeiro de 2012

A nossa difícil inclusão social

As deficiências existem sim e podem ser observadas , estudadas e superadas. Mais porque julgadas como muitas vezes são? Certamente ninguém pede para ser deficiente ou pobre, branco, negro, gordo, magro, somos todos diferentes mais todos frutos da mesma natureza somos seres humanos e ninguém é diferente de ninguém para ser comparado com outro.
Com que razão isso ainda ocorre em nossa sociedade? Buscamos por uma inclusão social, um assunto muito bom que seria ótimo mais se posto 100% em prática.

Mas uma vez tive uma experiência não muito agradável,no minimo (é bondade) no máximo constrangedora.
Fui com muita vontade de assistir um filme,dessa vez fui só pois muitas das vezes saio sempre acompanhado que é sempre divertido mais dessa vez nem acompanhado tinha jeito.
Nilópolis Square estar longe de ser um local de facio acesso o único acesso para os cadeirantes é o elevador de serviço e foi exatamente ele o responsável pela minha frustante ida ao cinema de Nilópolis ele estava quebrado sem acesso pelo menos a cadeirantes,pra eles a questão era facio eu devia ter chamado um segurança e com ele subir uma escada rolante se fosse rampa rolante até poderia mas escada não rola e já tive experiência subindo e não é nada interessante.
enfim fui embora frustado e vim pra casa refletindo de como é facio colocar acesso aos deficiente,só falta boa vontade politica em todos os sentidos.

"A inclusão não é uma questão de solidariedade, mas um direito. Aprender é uma ação humana que pode ser realizada por todos."

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Boas Leis em um Brasil Deficiente


Há quem acredite em política convencional, do tipo eleição cada quatro anos, pressão para aprovação de boas leis, fiscalização das administrações. Eu não. E tenho dificuldades de compreender porque há quem acredite. Não é pessimismo. É realismo. Basta observar friamente as informações que nos chegam a cada dia, para concluir que desse mato saem cobras e lagartos, mas não cachorro. Eu não acredito na democracia brasileira porque aqui, não adianta aprovar boas leis. Só cumpre leis quem não tem alternativa.

Nosso país está repleto de leis excelentes que são cotidianamente ignoradas, sem repercussão para os infratores. Ditadura é pior, sim, mas democracia não é só votar e ter uma imprensa independente. Tem que ter, entre outras coisas, um legislativo que crie leis, um judiciário que as aplique e um governo que garanta seu cumprimento.
Coisas que os egípcios vão ter que aprender nos próximos anos. Por exemplo, a Lei de Cotas está para completar vinte anos. Ela preve que qualquer empresa brasileira com mais de 100 empregados preencha de 2% a 5% com deficientes (é uma chatice politicamente correta esse negócio de valar "pessoas com deficiência". Quer chamar de "pessoa com necessidades especiais", tudo bem, contanto que vire sigla, PNE ou que o valha). É 2% para empresas de 100 a 200 empregados, subindo até 5% para empresas acima de mil empregados. Muito radical? Na Alemanha a lei exige 6% das vagas para empresas com mais de 16 funcionários.
Aqui no Brasil, a lei prevê multa para a empresa que não cumpre a lei. Pode chegar até R$ 152 mil. Boa lei. Deficiente precisa de emprego, oportunidade, respeito. Esses caras são gente como eu e você. Ou como eu e você, saudáveis, seremos em algumas décadas. Como disse aquele quem não morre cedo acaba virando deficiente - enxerga mal, anda mal, ouve mal etc.

"A presidenta Dilma Rousseff lançou o Viver sem Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
O Viver sem Limite tem metas para serem implantadas até 2014 com previsão orçamentária de R$ 7,6 bilhões. As ações previstas serão executadas em conjunto por 15 órgãos do Governo Federal, sob a coordenação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). Dados do Instituto Brasileiro de Estatísticas e Geografia (IBGE) de 2010 apontam que 23,91% da população brasileira possuem algum tipo de deficiência, totalizando aproximadamente 45,6 milhões de pessoas".

Aliás, uma pesquisinha na internet vai mostrar pilhas de artigos defendendo a flexibilização da Lei de Cotas. Não importa se a lei cria essa ou aquela dificuldade, cria esse ou aquele custo? É a lei, e deveria ser cumprida até ser modificada. Flexibilizar pra quê? Ela só existe na teoria mesmo. Como muitas outras boas leis que só não saem do papel, a Lei das Cotas joga na nossa cara as deficiências do Brasil.