quarta-feira, 4 de julho de 2012

Acessibilidade foi o tema da Feira nacional








Segundo o dicionário Aurélio, Acessibilidade é a “condição de acesso aos serviços de informação, documentação, comunicação e a qualquer lugar”; Reabilitação é a “restauração à normalidade ou ao mais próximo possível dela”. Pelo mesmo dicionário, Inclusão é “o ato de incluir pessoas na plena participação de todo o processo educacional, laboral e de lazer, bem como em atividades comunitárias e domésticas”. Conceitos relativamente simples, mas que para serem postos em prática necessitam de soluções em forma de conhecimento e equipamentos.
Discutir e propor essas soluções que a  REACESS – Feira Nacional de Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, promoveu  entre os dias 29 de junho e 1° de julho, no Rio Centro, no Rio de Janeiro.

Objetivo foi apresentar novidades em produtos e serviços, novas tecnologias na área de reabilitação visual, sonora, intelectual que contribuem para melhorar a acessibilidade de pessoas com deficiência. A feira promoveu discussões inovadoras e a disseminação de informações destinadas as pessoas com deficiências físicas, mentais, visuais, auditivas e múltiplas e também aos visitantes e profissionais do setor.
Apontada como o maior evento nacional neste segmento, a Reacess proporcionou soluções em acessibilidade, reabilitação e inclusão. A feira  reuniu 90 expositores apresentando mais de 1.500 itens que podem melhorar a qualidade de vida dos visitantes e publico estimado de nove mil pessoas que irão buscar soluções, tanto em equipamentos como em conhecimentos.
Esteve presentes expositores de agências de emprego, instituições financeiras, fabricantes de cadeiras de rodas, departamentos de recursos humanos, indústrias farmacêuticas e dos segmentos de animais treinados, aparelhos auditivos, equipamentos especiais, materiais hospitalares, higiene pessoal, próteses e órteses, terapias alternativas, turismo e lazer.
O maior atleta paralímpico brasileiro de todos os tempos e nadador da Andef, Clodoaldo Silva, distribuiu autógrafos e tirou fotos com os fãs
Também na quadra, o grupo de dança Corpo em Movimento, Compasso do Corpo e a companhia de dança para melhor idade, Arte de Dançar deram um show e empolgaram o público.
a Andef coordenou as atividades esportivas da quadra da Reacess, mostrando ao público presente as mais diversas modalidades paralímpicas, entre elas: basquete em cadeira de rodas, boccia, tênis de mesa, voleibol sentado, rugbi em cadeira de rodas, tênis em cadeira de rodas, futebol de 7 para paralisados cerebrais, entre outros esportes, em parceria com o Vasco Paradesporto, Instituto Benjamin Constant, Adezo, Rio Quad, Santer, Aeterj e a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro.


COLABORARAM COM ESSE BLOGGE:
http://www.cantinhodoheitor.com.br
http://educaofsicaadaptadaeeducaoespecial.blogspot.com.br
 http://www.deficientefisico.com

A deficiência e o seu contexto escolar



O MEC preparou um vídeo mostrando os deficientes no contexto escolar, mostrando a visão de mães, professores, educadores e dos alunos.

O vídeo a ajudar a entender melhor o que se pode ser feito para melhorar o ensino no Brasil para os Deficientes.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Deficientes sem acesso aos locais de voto







Votar é um direito de todos. E foi um direito conquistado com muita luta e esforço. Através dele, exercemos a cidadania numa sociedade democrática que perdura por mais de duas décadas de forma estável com realização de eleições livres. E quando falamos de todos invariavelmente inclui-se as pessoas com deficiências.
Muito se evoluiu no que diz respeito aos direitos das pessoas com deficiência, tanto na justiça social e humana. No que diz respeito ao exercício do voto não seria diferente.
O deficiente tem o direito garantido de ir às urnas e votar em seu candidato predileto. Tema abordado e assegurado pelo Estatuto do Portador de Deficiência entre outras disposições, além de embasado em textos como a Constituição de 1988, a Lei 7.853/89, complementada por leis federais, legislações estaduais e municipais.
O alistamento e o voto tecnicamente são obrigatórios a todos os deficientes. Há exceção para pessoas que apresentam deficiência que praticamente tornam impossível ou extremamente oneroso o exercício das obrigações eleitorais. Ou seja, nestes casos, o voto tornou-se “facultativo” conforme uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – resolução 21.920 de 2004. Tal decisão, além das ponderações e observações lógicas, também se baseou no art. 5º da Constituição Federal.
Na época (2004) o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) repudiou. O conselho entendeu que a decisão era um retrocesso e estimulava a “segregação”, incentiva os portadores de deficiência física a ficarem em casa, pois os familiares a não se obrigarem a garantir a locomoção do cidadão deficiente ao local de votação. Ainda afirmou que tal proposta iria dificultar o voto do portador. Os que quiserem votar enfrentarão dificuldade, já que os agentes públicos não se sentirão obrigados a prover condições para acesso aos deficientes.
De acordo com a cartilha “O Voto da Pessoa com Deficiência”, da associação Voto Consciente, o deficiente enfrenta algumas barreiras na hora de votar – além das dificuldades rotineiras de acessibilidade.
Num levantamento, a associação observou que em muitos locais de votação a estrutura não condizia com a realidade dos deficientes, faltava acesso e principalmente sensibilidade. Por exemplo, numa seção destinada ao eleitor com deficiência, nada mais era que uma sala comum.
Ao mencionar questões especificas como piso cromo-diferenciado para locomoção de deficientes visuais ou a simples retirada do título em cartórios eleitorais, complica-se ainda mais a situação dos deficientes. No caso da pessoa cega, as urnas contam com sistema de código braile, porém não são todos que tem conhecimento do sistema de leitura.
Mesmo com a possibilidade de o deficiente poder entrar na cabina de votação com uma pessoa de sua confiança (ainda que não o tenha requerido antecipadamente ao juiz eleitoral, sem prejuízo do sigilo do sufrágio universal), há controvérsias em relação à segurança. Tal como as divergências, há ideias como a instalação de um sistema de “conferência” auditiva do voto – esta proposta esbarrou em questões normativas.

Atrele estes apontamentos mais específicos aos problemas como dificuldade de transporte adequado, ruas esburacadas, calçadas impróprias, carros, falta de rampas, desrespeito por partes dos pedestres, e o grau de desincentivo ao voto é grande.


Cadê os outros benefícios para as pessoas com deficiência menos favorecidas?












Matéria extraida do site http://www.deficienteciente.com.br/ 
Caro leitor,
O texto abaixo foi escrito por Deoclécio de Oliveira, amigo e colaborador do blog. Deoclécio é pai de uma jovem com paralisia cerebral.
Nobres parlamentares e governantes: Cadê os ônibus adaptados e outros benefícios para as pessoas com deficiência menos favorecidas?
Acompanho nas redes sociais pessoas com deficiência cobrando cada vez mais a acessibilidade. Esta cobrança é o carro chefe das reivindicações e é um dever do poder público oferecer esse tipo de serviço a todo segmento, uma vez que também poderá beneficiar pessoas da terceira idade e outras situações.
Um país que se preocupa com estas políticas públicas, por certo está cumprindo seu papel e zelando pelos seus cidadãos… Por outro lado tenho percebido que estas cobranças são feitas com mais afinco por uma parcela da população mais esclarecida e com um melhor poder aquisitivo, e acabam focando sempre num ponto especifico, esquecendo que as necessidades de uma pessoa com deficiência vão além da acessibilidade, compra de veículos com isenção fiscal, vagas para estacionamento. ..
É preciso lembrar que no universo da deficiência existem pessoas que precisam e sofrem por falta de recursos básicos. No entanto estas questões são deixadas para trás e não são consideradas prioritárias pelo poder público, que ainda faz vista grossa.  Vemos também que nossos representantes políticos, principalmente alguns que são pessoas com deficiência, acabam focando também na questão da acessibilidade e se esquecem de reivindicar por itens básicos que a maioria das pessoas com deficiência necessita.
Quanto às pessoas com deficiência que tem um melhor poder aquisitivo, ou seja, podem adquirir uma cadeira de rodas de última geração, podem comprar um carro e adaptar, tem convênio médico e recursos para o trabalho e lazer, é evidente que estas não estão preocupadas em lutar por um ônibus adaptado, por um melhor serviço de saúde, pela entrega gratuita e sem burocracia de próteses e cadeiras de rodas de qualidade para pessoas que não tem estes mesmos recursos. “Por isso não são solidários” em somar com os menos favorecidos, em cobrar dos nossos representantes parlamentares, órgãos governamentais… Agindo assim, caracteriza uma “postura de egoísmo”.
O mesmo acontece com parlamentares com deficiência e que tem um melhor poder aquisitivo, eles também não se esforçam em criar projetos de lei, como por exemplo, a inclusão escolar sem estes traumas que passam as famílias quando vão em  busca de matrículas para  seus filhos em escolas estaduais e municipais. Esses parlamentares não se preocupam em exigir do Governo Federal o fim deste cálculo do INSS de 25 % da renda per capita em fornecer o benefício LOAS as famílias que cuidam de pessoas com patologias crônicas que as impedem de trabalhar. Pois o correto seria ver a necessidade financeira individualmente.
Está na hora de ativistas que defendem os direitos das pessoas com deficiência, parlamentares que também são deficientes e políticos não deficientes, pararem de usar a MÍDIA com discurso demagogo… Políticos dizendo que vão defender os direitos do segmento apenas com interesse de votos. Vamos acabar com esta cultura e fazer menos MÉDIA NA MÍDIA, com menos posturas de estrelismos e respeitar as pessoas que tanto sofrem por falta das políticas públicas e sociais, que é um direito de todo cidadão. Precisamos sim, de representantes que tenham uma visão universal, com coerência…  Não precisamos de representantes que apenas têm interesses específicos numa parcela do segmento e/ou interesse pessoal e político partidário.
Deoclécio Oliveira
E-mail: jcleciooliveira@yahoo.com.br