terça-feira, 9 de julho de 2013

Acessibilidade ainda é realidade distante no Rio de Janeiro

De acordo com a Secretaria Municipal da Pessoa com DeficiênciaSite externo., o Plano Estratégico da Cidade (2013 - 2016) inclui a revitalização, em 4 anos, de 700 mil m2 de calçadas e 5 mil rampas do projeto “Rio Acessível”.

Segundo a secretaria, estão previstas a revitalização dos pavimentos e meio-fios, a remoção de obstáculos e a implantação de rampas e piso tátil, além de faixas lisas para cadeirantes.

Calçada quebrada é o pior problema

Rua quebrada é o que mais deixa o carioca desacreditado em um Rio acessível a todos. Pesquisa feita em julho deste ano, pelo movimento Rio Como Vamos (RCV) com a empresa M. Sense, revela que 90% dos 1.741 cariocas entrevistados consideram a conservação importante para a melhoria da qualidade de vida na cidade. E, se pudessem realizar mudanças em suas ruas, 49% tapariam os buracos nas calçadas.

Outro levantamento, realizado no ano passado pelo RCV e pelo Ibope, mostra que 19% dos 1.358 entrevistados se locomovem a pé pelas ruas da cidade.

Se a pé é complicado, com cadeira de rodas em Copacabana o esforço é ainda maior, como para Gitla Rosemberg, 81 anos, que, para se proteger, usa até cinto de segurança. “Outro dia, a roda quebrou num buraco. Quase me machuco”. Ir para lugares distantes requer paciência: “Não vou de ônibus, não teria como. Nem sempre a máquina funciona. E, de táxi, também é difícil, porque nem todos param”.

Próximo à casa de Maria Luísa Leite, 90 anos, na rua Barata Ribeiro, o risco é aparente com pedras portuguesas soltas. Ela diz que fica “exausta” ao caminhar por Copacabana e opina: “Nada vai melhorar”. 

Fonte: http://vidamaislivre.com.br